Arquivo da tag: Filme

Pitacos #2 | CINEMATOLOGIA | PARA ROMA COM AMOR

Quem passou pelo cinema nesse feriado, se deparou com filas enormespor conta da estréia do novo filme do homem aranha.  As outras salas dividiam o restante da programação, mas não a atenção do grande público, deixando passar batido o novo filme do diretor Woody Allen: Para Roma com amor.

O filme, como o título sugere, tem a cidade de Roma e todos seus ícones já conhecidos, como o Coliseu, as termas e sua arquitetura característica como cenário. Minha intenção não é fazer uma sinopse, nem uma crítica. Na verdade, não sei ao certo o quero fazer. Só contar minha impressão.

Como esperado, o filme contém muitas cenas de comédia com fundo crítico (ou não), contando diferentes histórias paralelamente. Uma sobre um casal de noivos prestes a se casar, onde um mal entendido, um noivo inseguro, uma prostituta – ou melhor, Penélope Cruz fazendo o papel de uma prostituta -, e uma noiva imprevisível forma a trama que preenche o filme com bastantes situações hilárias. A segunda história, que pode-se considerar principal, é sobre o encontro da família problemática de uma garota americana que namora um romano certinho -cenas onde o próprio Woody Allen atua-. A terceira é sobre um homem comum, que sem razão, é transformado na maior celebridade do momento. Por fim, a história de um jovem que reluta em não se deixar apaixonar pela melhor amiga de sua namorada, onde ao mesmo tempo, uma espécie de consciência em forma de um arquiteto americano famoso o aconselha a se afastar da garota.

Agora, depois de fazer praticamente uma sinopse, que é totalmente o oposto do que eu queria, minha impressão: Dos filmes que assisti, não é a primeira vez que Woody Allen usa as cidades quase como protagonista da história. Aliás, não me lembro de um filme que não o faça, como em Manhattan, Vicky Cristina Barcelona, e o penúltimo lançado, Meia Noite em Paris. Como arquitetos, somos um pouco inclinados a curtir o filme só pelas tomadas dos monumentos, praças e edifícios, porém, Woody Allen consegue mais do que isso. Quase sempre percebo um ponto de vista em relação a cada cidade, mostrando sua personalidade, sua dinâmica, particularidades e ao mesmo tempo, acredito, prestando uma homenagem a esses lugares. O resultado é óbvio: Nos transporta para o local e história ao mesmo tempo em que nos faz sentir íntimos das ruas e vielas estreitas.

 Se a crítica à sociedade não estivesse presente, não seria um filme de Woody Allen, aliás, não seria um filme. Com o rec da câmera, vem a crítica. Bom, neste filme a principal crítica mostra-se obviamente sobre a indústria das celebridades. Sua efemeridade, superficialidade, casualidade, falsidade e por aí vai. E mais, como as pessoas não só adoram, mas como não vivem sem isso. Natureza? Doença social? Vai saber, mas é um fato. A única coisa que podemos fazer é escolher como reagir. Woody Allen deixa claro sua interpretação, fazendo desta, sua marca registrada.

Bom, se você leu até aqui, sinceramente obrigado e espero que tenha gostado.

Anúncios
Etiquetado , , , , , , , , , ,

JOVENS ARTISTAS #4 – Brett Novak

Nascido e criado em Chicago, Brett passou os últimos anos vivendo e trabalhando em Los Angeles como diretor, editor e artista de efeitos visuais.

Seus projetos pessoais já lhe renderam milhões de visualizações on-line e foram transmitidos em dezenas de grandes redes de TV em todo o mundo.

Skatista desde muito jovem, transforma os antigamente cansativos filmes do esporte em verdadeiras obras de arte. Sua direção valorizando as paisagens, cores e estudos com luz e sombra.

 Trabalhos com os skatistas Kilian Martin, Kyle Kraus e Frank Lavallee estão abaixo para conferirmos.

Entrem em sua webpage, e canais do youtube e vimeo.

Etiquetado , , , , , ,

Tips! Guia do Mochileiro das Galáxias

Deitado em um campo a noite, bêbado e olhando o céu e com um Guia do Mochileiro para a Europa. Foi assim que Douglas Adams teve a idéia, em 1977, para um programa de rádio onde ao fim de cada episódio a terra era destruída de uma maneira inusitada.

A série fez tanto sucesso que rendeu a Douglas uma série de prêmios, além de se transformar em uma “trilogia” de 5 livros que conquistou o coração de aficionados por cultura geek, games, quadrinhos, etc.

Os livros contam a história de Arthur Dent, que descobre, minutos antes da terra ser destruída por uma raça alienígena, que seu melhor amigo é na verdade um extraterrestre. A trama se desenrola de tal maneira que Dent e seu colega conhecem o “presidente da galáxia”, um robô maníaco-depressivo e outros personagens que tripulam a nave “Coração de Ouro”. A partir daí todos partem no universo em busca da “Pegunta Fundamental da Vida, do Universo e Tudo Mais”, sempre guiados pelo incrível livro de viagens: O Guia do Mochileiro das Galáxias

A grande sacada é que o autor, de forma irônica e escrachada, constrói uma filosofia e pensamento cientifico próprio a cerca do cosmos e do universo, alem de expor, de maneira bem humorada, críticas a assuntos cotidianos como política, burocracia, as pessoas e suas manias. Além disso coloca em questão perguntas clássicas e filosóficas sobre nós: quem somos nós? Para onde estamos indo? O que é a existência?

Em 2005 a série foi para as telonas em uma versão cinematográfica espetacular, que conseguiu mais uma vez agregar novos milhares de fans.

Douglas Adams morreu em 11 de maio de 2001, aos 49 anos, de ataque cardíaco. Deixou como legado uma forma criativa de ver as problemáticas do mundo atual, interpretar as questões existenciais e encarar com humor a vida.

Aproveite que no Submarino a coleção está saindo hoje por apenas R$19,90 em comemoração ao dia do orgulho nerd.

Etiquetado , , , , , , , , , , , ,