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Então você quer ser um sketcher?

Você gosta de desenhar, rabiscar e usar cores, certo? Gastava uma tonelada de sulfite por mês quando era menor, chegou até a fazer uma pastinha dos teus desenhos, realmente achava que seria um ilustrador ou, quem sabe, escrever histórias em quadrinhos quando ficasse maior?

Pois é, as coisas nem sempre se desenrolam como a gente imagina quando criança. As oportunidades mudam e o dinheiro passa a falar mais alto em algum momento. Fica frio, aconteceu comigo também. Quando a gente menos percebe, não está mais desenhando, criando, imaginando, sonhando… Quando a gente menos percebe, nosso lado direito do cérebro ta ali, pedindo ajuda… um resgate.

Criar, exercer e praticar a criatividade é extremamente importante. Nos mantem sãos, de bom humor, com a mente ativa.

Pensando nisso resolvemos criar um guia para você que deseja ou voltar a criar ou começar agora a tirar as loucuras da tua cabecinha e passar para o papel! Seja desenhando, escrevendo, fotografando, anotando, pintando, não importa! O que vale é criar!

O que eu preciso?

A ideia é que possamos colocar em prática nossa gana criativa em qualquer lugar. Até porque a vontade de desenhar, pintar, escrever pode vir a qualquer hora, nunca sabemos da onde vai vir a inspiração. Então que tal montar um kit básico de viagem? Assim teremos de maneira prática e sem ocupar muito espaço tudo o que for necessário para saciar nossa vontade, seja onde quer que for.

Papel

Embora existam diversos tipos de papel para diversos tipos de uso destintos vamos tentar mostrar aqui algo que seja “pau pra toda obra”.

O ideal é q não se utilize folhas soltas nem muito grandes se seu interesse é poder usar esse kit em qualquer lugar. Então sketchbooks (encadernados ou de brochura), normalmente no formato A4 ou menor são os ideiais. A gramatura do papel é importante. Por exemplo, 100g/m2~120g/m2 se dão muito bem com canetas nanquins e até marcadores, mas não seria muito legal para aquarelas. Se você está visando pintura, procure algo em torno de 290g/m2

Dica: No site O Projetista, os sketcbooks saem muito em conta. R$21,00 por um caderno de capadura A4, importado, com 100 folhas canson 100g/m2para a toda obra”, assim você pode deixar fluir o grande artista multi-meios que sempre sonhou.

Lápis

Estojo de lápis STAEDTLER + borracha+apontador

Lapiseiras, lápis ou minas, não importa. O que você precisa é de grafite que marque o papel certo? Embora a Faber-Castell seja a marca mais difundida aqui no Brasil, vale a pena investir em algo de mais qualidade. Para lápis, recomendamos as marcas Staedtler ou Koh-I-Noor. Ambas possuem estojos com amplas variedade de rigidez de grafite (2H-HB-B-2B-4B-6B) lembrando que quanto mais “H” houver no nome, mais duro é o grafite, e quanto mais “B” mais macio seu traço vai ser. Espere um investimento de cerca de R$25~R$35 por 6 lápis de qualidade.

Borrachas

Embora ao longo do tempo você use utilize cada vez menos a borracha por sentir mais e mais segurança no traço, elas ainda são indispensáveis. De novo, a Fabber pode ser encontrada em diversos lugares, mas um investimento a mais é sempre melhor. Eu particularmente utilizo 2 borrachas sempre: uma branca básica Staedtler super macia e uma borracha caneta fina da Pentel. Ambas são super baratas (cerca de R$4 cada) e duram Borracha branca STAEDTLERbastante, mas é legal sempre ter em mãos refil para elas. Outra coisa q as vezes é indispensável é o gabarito chamado de “mata-gato” utilizado para corrigir pequenos erros sem apagar e estragar o restante do desenho. Esse sai por aproximadamente R$6

Canetas NanquimEstojo canetas Nankin descartaveis Staedtler 4 pcs

Minhas preferidas. Podem ser descartáveis ou tipo tinteiro, mas essas segundas são bem mais caras, então espere você estar fera para comprar uma delas. Um estojo da Staedtler com 4 canetas de expessuras diferentes sai por R$27 e vale cada centavo.

Dica: nunca deixe suas nanquins sem a tampa. Acabam por ressecar e vazar a tinta.

Marcadores

A upgrade das famosas canetinhas de infância! Cores muito mais leves, não “vaza” o papel e preenchem os espaços em branco sem sobrepor ou esconder os traços de naquim e grafite. São

Caneta Magic color estojo com 24 cores- SÉRIE OUROexcelentes para um colorir rápido, pois normalmente apresentam pontas duplas, sendo uma mais fina para detalhes e uma chanfrada para preenchimento. O barato dessas canetas são que as cores podem ser sobrepostas (depois da primeira cor secar, coisa de cerca de 30segundos ~1 minuto) e assim você pode formar novas paletas com as misturas. Mais em conta hoje aqui no brasil é a série gold da Magic Color. O estojo com 24 cores sai por R$70. Sim, é um pouco puxado e fica ainda mais puxado se você optar por mais cores ou pontas duplas, mas garantimos q vale cada centavo. Uma opção que me surpreendeu fora os novos marcadores da Bic, com o estojo de 36 cores por aproximadamente R$70. Esses eu só encontrei na Kalunga

Para guardar tudo!Estojo em curvim para lápis - 2 zíperes

E com esse tanto de material, tem q ter algo prático e rápido para carregar e organizar certo? uma boa opção são os estojos de curvim com ziper. Eles vem com repartições internas no estilo de páginas, com opções para 12, 26 ou 46 espaços para guardar lápis, canetas, marcadores, borrachas, etc, tudo seguro individualmente com elásticos. Vão desde R$23 até R$43

Outras bugigangas

Não são obrigatórios, mas itens como régua, compasso, gabarito de circunferências e um bom estilete sempre ajudam na hora de necessidade. Esses itens são relativamente baratos e você com o tempo vai percebendo o que realmente necessita e se encaixa no seu tipo de arte ou trabalho. Nem entramos aqui em aquarela ou outros tipos de pintura porquê nos estenderíamos muito, então deixamos isso para um próximo artigo, combinado?

Todos materiais que falamos nesse artigo podem ser encontrados nas melhores casas de arte ou papelarias especializadas, mas achamos que compensa muito mais comprar pela internet em lojas como O Projetista, ArteCamargo, Papelaria Real e Fruto de Arte pois você acha os melhores preços, muitas vezes com descontos para pagamento a vista e recebe tudo no conforto de casa.

Bacana? Então bora começar a rabiscar!

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Tips! Moleskine

Um caderninho de anotações, de cantos arredondados, folhas de tom creme, elástico para mante-lo fechado (ou aberto em determinada página) e costura central. Diz a lenda que os blocos de anotações Moleskine foram utilizados por muitos pensadores famosos ao longo de séculos. Alguns dizem que é puro marketing.

O que na verdade importa é que sketchbooks, não obrigatoriamente  os Moleskine, são uma ferramenta excelente para manter a criatividade exercitada e em dia, realizar anotações e brainstorms pessoais, servir como caderno-guia de algum processo criativo ou até mesmo como hobby.

E não só de designers e ilustradores vivem as Moleskines. Da próxima vez q for viajar, ao invés de levar a câmera fotográfica, experimente comprar um sketchbook zero km; nele faça anotações, escreva pequenos textos, arrisques alguns desenhos de observações, faça colagens e colecione lembranças. Garanto que será uma experiência totalmente nova e prazerosa.

Aqui no Brasil, sketchbooks da marca Moleskine tem um preço salgado, mas existem boas alternativas. Dê uma olhada no site O Projetista e outros similares. Os valores vão desde R$9 em um formato A6 até R$50 para um formato A3. Já os originais Moleskine não saem por menos de R$50 no seu menor formato.

Vale a pena conferir alguns trabalhos desse hobby viciante!

Moleskine Art

Moleskine Art

Moleskine Art

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Inspiração #11 – Tattoo

Alguns tatuadores rebeldes se voltam contra a parte tradicional dessa nobre arte.

O resultado? Confira a seguir!

gribouilles,dessins et trucs en tattoo por Xoil Needles'side

violentementeureuse    Xoil

Mais em Peter AurischXoil, Musa e Amanda Wachob

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Tecnologia #3 – Wacom Inkling

Fugir das ferramentas digitais de design e criação hoje, além de ser improdutivo é quase que impossível – vide todos os atrativos que elas trazem.

Ao mesmo tempo, as idéias surgem quando menos esperamos e não é toda hora que estamos com notebook/pc e mesa digitalizadora (ou tablet, como são conhecidas de forma mais comum)

Mas o kit básico de sketchbook, canetas, lápis e marcadores deve estar sempre em mãos.

A dificuldade vêm quando aquele trabalho que era pra ser super rápido e já está praticamente resolvido no papel tem q voltar e ser passado todo pro computador. Ou então quando a reunião com o cliente foi produtiva, o desenho fluiu na mesa e várias boas idéias surgiram ali, naquela folha de rascunho, mas novamente vai precisar ir tudo pra tela de LCD pra conseguirmos estudar o resultado final.

A Wacom, empresa norte americana já famosa entre designers, ilustradores e vários outros profissionais da área de criação, lançou recentemente uma ferramenta que promete ajudar o usuário mais interessado na tinta do que no pixel.

O Wacom Inkling é um kit composto por uma caneta nanquim convencional e um mini sensor que você acopla no topo do seu sketchbook.

Todo desenho produzido é então armazenado de forma digital, seja em vetor ou pixel, para que mais tarde possa ser exportado diretamente para seu programa de edição favorito. A captura é feita da mesma maneira das mesas digitalizadoras da empresa, com 1024 pontos de pressão, escolha do formato e dimensões do arquivo, etc.

O kit vem em um estojo compacto, fácil de ser carregado, junto com 4 refis adicionais de tinta. Bateria recarregável, onde o próprio estojo serve como dock de alimentação via usb.

Se interessou? A brincadeira custa cerca de $200 e bem difícil de ser encontrada no Brasil.

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Jovens Artistas #1 – Bernardo França

Outubro de 2011, 13º Semana de Arquitetura e Urbanismo da FAUS.

Nas atividades da semana, ali num cantinho discreto do panfleto dizia:

“Nem só de projetos vive um arquiteto. Conheça outros caminhos que a arquitetura pode nos levar com a experiência dos ilustradores Bernardo França e Leonardo Maciel.”

As 17h estávamos lá no atelier. Cara de menino com cavanhaque, Bernardo já estava lá. Notei alguns (vários) sketchbooks em cima da prancheta onde estavam suas coisas e minha mão já começou a coçar para fuçar!

Ele distribuiu os sketchs antes mesmo de começar a falar e começou a rodar algumas de suas ilustrações no projetor; fiquei de queixo caído.

Bernardo França nasceu em Brasília, se formou arquiteto na UFRJ mas logo seguiu o caminho da ilustração. Conhecemos ele no seu momento de mudança para São Paulo, a fim de entrar no mercado da capital. E não é que virou?  Folha de São Paulo, Pão de Açúcar, Ilustrar e diversas outras revistas e livros já estão na lista de clientes do cara.

O que mais chamou atenção foi o estilo solto, quase gestual que ele tem. O desenho flui, parece fácil. Mas as composições, aplicação da cor meio deslocada e a planificação dos desenhos demonstram toda a bagagem e experiência com a caneta e o papel. O “quê” de cubismo das ilustrações combina com o estilão meio retrô que ele porta.

Os trabalhos variam desde ilustrações para capas de revistas, artigos de jornal, livros infantis, quadrinhos, concept art, posters e muito mais. As referências do cara também não são fracas. Eyvind Earle, Robert Crumb, Rene Gruau, Alphonse Mucha, etc.

Volta e meia o Bernardo posta algo interessante fora da ilustração e arte gráfica. Referências musicais, de artistas, de épocas e estilos; sempre aparece com algo que a gente aqui no estúdio não conhecia e que rapidamente ficamos fascinados!

Bernardão, continue com suas andanças pela ilustração que estamos acompanhando de perto!

Bem que eu queria, mas não da pra postar tudo dele aqui. Então acompanhe e confira o restante do trabalho no Blog e a Página dele!

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