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Grandes Artistas #5 – Alan Moore

Muitas vezes é difícil escolher e apontar a pessoa que é o melhor em alguma coisa.

O melhor cineasta? O melhor arquiteto? O melhor ilustrador? Essas escolhas dependem muito do gosto pessoal de cada um, não?

Mas parece haver um consenso pelos aficionados por quadrinhos de que Alan Moore é a excelência da área (abro um parênteses para as obras de Frank Miller e Neil Gaiman, pois pessoalmente considero estes dois, junto com Moore, os panteões dos quadrinhos).

V de Vingança

Logicamente, alguém que escreve V de Vingança, Watchmen e A Liga Extraordinária não podeira ser normal. Inglês de Northampton, nascido em 1953, veio de família pobre e chegou a ser expulso do colégio aos 17 anos pelo uso de drogas.

Fazendo um bico aqui e outro ali, começou a publicar seus trabalhos em fanzines e revistas pouco conhecidas da inglaterra.

Em 79 começou a trabalhar para o jornal local Northants Post, escrevendo e desenhando semanalmente a tira Maxwell The Magic Cat, uma espécie de anti-garfield.

Nos anos 80 se une à revista 2000AD, considerada uma das melhores revistas sobre quadrinhos da inglaterra. De lá saía, por exemplo, a série Judge Dredd.

Em 82, junto com a revista Warrior, Moore, agora com liberdade criativa, mostrou o que viria ser uma obra prima: V de Vingança! A partir daí invadiu o mundo norte-americano dos quadrinhos, escrevendo Monstro do Pântano pela DC Comics, Constantine pela Vertigo e outras obras de renome, como From Hell, WatchmenA Liga Extraordinária, séries especiais para o Cavaleiro das Trevas e Superman.

Se existe um divisor de águas no mundo dos quadrinhos, esse é Alan Moore. Histórias adultas, direcionadas às realidades da época, traziam em cada um de seus roteiros características e qualidades específicas, sempre com o tom sombrio e violento, repleto de anti-heróis.

A obra de Moore merece um lugar especial na estante de qualquer um que se considere fã de quadrinhos, histórias e criatividade .

Monstro do Pântano

Piada Mortal

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INSPIRAÇÃO #13 – Postos de Gasolina

Posto de gasolina é tudo igual, certo?

Cobertura em aço com um logotipo enorme.

Vejamos…

Gas Station / Atelier SAD © Tomáš Souček

Diamond Gas Station, ca 1950s, location unknown Diamond Gas Station, ca 1950s, location unknown © Pedro E. Guerrero, Courtesy Edward Cella Art+Architecture

Gazoline Petrol Station / Damilano Studio Architects © Andrea Martiradonna

2069362790_moneo-brock-vista-general 2069362790_moneo-brock-vista-general

6_Office dA Gas Station 2 © Jesse Ganes

7_Office dA Gas Station Brandon Baunach

Se fosse tudo igual não estaria na Inspiração da IMG.

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Toy Art

Brinquedos que não foram feitos  para crianças (pelo menos não as com menos de 14 anos). Brinquedos que não foram feitos para brincar e sim para guardar, cuidar, expor.

Nasceram em Hong Kong, pelas mãos do até então desconhecido Michael Lau. Diferentemente do que vemos hoje, os toys de Lau eram bonecos Gi-Joe customizados. A partir daí viraram mania. Diferentes dos brinquedos normais, Toy Arts saem em tiragem limitada (e muitas vezes em peças únicas e artesanais), possuem uma cultura de rua e foram feitos para se colecionar.

Não só um luxo de adultos descolados ou consumismo, os brinquedos levam a assinatura de ilustradores, grafiteiros, nomes do mundo da moda e outras figuras de várias áreas da criação e do design. Muitas vezes são criados a fim de criticar e ironizar um estilo de vida da sociedade atual, uma vertente política ou até mesmo para colocar em pauta alguma discussão relevante.

O legal de hoje é que com o crescimento dessa brincadeira de gente grande, é possível comprar os toys “em branco” (aqui), prontos para serem customizados da maneira que você quiser. Então, se você tem na veia a alma criativa, imagina que demais presentear algum com uma criação sua heim?

Além dos clássicos em vinil encontramos uma vertente interessante em pelúcia e tecido. Existe na net diversos sites que ensinam a customizar ou costurar seus próprios toys!

Ta esperando o quê? Pegue seus marcadores ou sua linha de costura e vá desestressar um pouco. Garantimos que faz bem!

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Tips! Guia do Mochileiro das Galáxias

Deitado em um campo a noite, bêbado e olhando o céu e com um Guia do Mochileiro para a Europa. Foi assim que Douglas Adams teve a idéia, em 1977, para um programa de rádio onde ao fim de cada episódio a terra era destruída de uma maneira inusitada.

A série fez tanto sucesso que rendeu a Douglas uma série de prêmios, além de se transformar em uma “trilogia” de 5 livros que conquistou o coração de aficionados por cultura geek, games, quadrinhos, etc.

Os livros contam a história de Arthur Dent, que descobre, minutos antes da terra ser destruída por uma raça alienígena, que seu melhor amigo é na verdade um extraterrestre. A trama se desenrola de tal maneira que Dent e seu colega conhecem o “presidente da galáxia”, um robô maníaco-depressivo e outros personagens que tripulam a nave “Coração de Ouro”. A partir daí todos partem no universo em busca da “Pegunta Fundamental da Vida, do Universo e Tudo Mais”, sempre guiados pelo incrível livro de viagens: O Guia do Mochileiro das Galáxias

A grande sacada é que o autor, de forma irônica e escrachada, constrói uma filosofia e pensamento cientifico próprio a cerca do cosmos e do universo, alem de expor, de maneira bem humorada, críticas a assuntos cotidianos como política, burocracia, as pessoas e suas manias. Além disso coloca em questão perguntas clássicas e filosóficas sobre nós: quem somos nós? Para onde estamos indo? O que é a existência?

Em 2005 a série foi para as telonas em uma versão cinematográfica espetacular, que conseguiu mais uma vez agregar novos milhares de fans.

Douglas Adams morreu em 11 de maio de 2001, aos 49 anos, de ataque cardíaco. Deixou como legado uma forma criativa de ver as problemáticas do mundo atual, interpretar as questões existenciais e encarar com humor a vida.

Aproveite que no Submarino a coleção está saindo hoje por apenas R$19,90 em comemoração ao dia do orgulho nerd.

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Tips! Moleskine

Um caderninho de anotações, de cantos arredondados, folhas de tom creme, elástico para mante-lo fechado (ou aberto em determinada página) e costura central. Diz a lenda que os blocos de anotações Moleskine foram utilizados por muitos pensadores famosos ao longo de séculos. Alguns dizem que é puro marketing.

O que na verdade importa é que sketchbooks, não obrigatoriamente  os Moleskine, são uma ferramenta excelente para manter a criatividade exercitada e em dia, realizar anotações e brainstorms pessoais, servir como caderno-guia de algum processo criativo ou até mesmo como hobby.

E não só de designers e ilustradores vivem as Moleskines. Da próxima vez q for viajar, ao invés de levar a câmera fotográfica, experimente comprar um sketchbook zero km; nele faça anotações, escreva pequenos textos, arrisques alguns desenhos de observações, faça colagens e colecione lembranças. Garanto que será uma experiência totalmente nova e prazerosa.

Aqui no Brasil, sketchbooks da marca Moleskine tem um preço salgado, mas existem boas alternativas. Dê uma olhada no site O Projetista e outros similares. Os valores vão desde R$9 em um formato A6 até R$50 para um formato A3. Já os originais Moleskine não saem por menos de R$50 no seu menor formato.

Vale a pena conferir alguns trabalhos desse hobby viciante!

Moleskine Art

Moleskine Art

Moleskine Art

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Inspiração #11 – Tattoo

Alguns tatuadores rebeldes se voltam contra a parte tradicional dessa nobre arte.

O resultado? Confira a seguir!

gribouilles,dessins et trucs en tattoo por Xoil Needles'side

violentementeureuse    Xoil

Mais em Peter AurischXoil, Musa e Amanda Wachob

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Inspiração #10 – Lego Art!

Já falamos sobre pixel art certo? E se levarmos o conceito para a realidade tri-dimensional?

Os famosos bloquinhos de montar já fizeram a alegria da infância de muita criança (inclusive a minha) e utiliza-los como matéria de concepção artística ainda dá samba heim?!

Tron Lego Art 4 Cool Tron Lego Art Will Take You Back to the 1980s

Mais em Seankenney e Brickartist

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GRANDES ARTISTAS #4 – RENZO PIANO

Italiano nascido em Genoa, em 1937, Renzo Piano é um arquiteto que foge das formas primárias, varia sua volumetria e serve-se de materiais diferentes, adeptos ao termo High-Tech.

Iniciou sua carreira de forma um pouco diferente ao convencional da atualidade: dos canteiros de obra para o escritório. Passou seus primeiros seis anos profissionais na arquitetura pesquisando em campo sobre as estruturas e os materiais. Diz que sua ligação com o construir foi o que o levou à arquitetura, e não o contrário.

Considera que em sua vida teve vários mestres, como os arquitetos para quem trabalhou, alguns dos quais trabalhou em parceria, alguns de seus professores de arquitetura e até mesmo alguns de seus amigos músicos, escritores e pintores. Em seus livros cita os nomes de Louis Kahn,  Jean Prouvé, Marco Zanuso e destaca Franco Albini.

Espaço Liturgico para o Padre Pio – San Giovanni Rotondo, Itália

Piano diz não conseguir definir o que é um arquiteto, ou mesmo o que é a arquitetura, apenas mantém a ideia que a arquitetura é algo formado e sustentado por três elementos: Sociedade, Ciência e Arte. Afirma que a sociedade e suas necessidades é que dão sentido ao projeto arquitetônico; a ciência se relaciona à busca pelo novo, à coragem e curiosidade que a arquitetura exige, e à possibilidade de execução do que é imaginado; a arte liga-se à criatividade, ao uso da matéria, espaço, luz, dimensões e escalas para gerar emoções e sentimentos.

Renzo Piano levanta uma questão pouco discutida, mas extremamente importante. Afirma que a arquitetura é uma arte perigosa, por ser imposta. Uma arquitetura ruim não nos dá a escolha de convivermos ou não com ela. Nossas cidades não nos oferece a opção de vivenciar ou não uma arquitetura sem qualidade. Ou de ver ou não a plastica completamente repensável dos prédios e empreendimentos das grandes incorporadoras. Uma música ruim por exemplo, você pode escolher se vai escutar ou não. Podemos simplesmente não assistir um filme de mal gosto. Mas uma arquitetura imposta é algo muitas vezes perpétua.

Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou

Como arquiteto, o artista venceu importantes concursos e recebeu diversas premiações. Dois de maiores destaques foram o Prêmio Kyoto (equivalente japonês ao Prêmio Nobel concedido) em 1990 na categoria Arte e o Prêmio Pritzker (equivalente ao Nobel ou Oscar da arquitetura) em 1998.

Sua obra de maior destaque é o Centro Georges Pompidou, resultado de um concurso internacional de 1971 que venceu. O projeto localiza-se no centro de Paris, e sua principal característica é a exposição externa de sua estrutura e dos dutos das instalações. A sensação de ideia de máquina e tecnologia que o edifício passa é extremamente forte, mesmo com todos os componentes montados artesanalmente.

Centro Georges Pompidou

A praça em frente é hoje um dos lugares mais animados de Paris, onde apresentam-se artistas de rua e exposições a céu aberto, visitadas diariamente por cerca de 25 mil pessoas. Serve também para criar a relação do edifício e o contexto.

Gostou? Se interessou? Pesquise mais sobre Renzo Piano na internet, entre no site do seu escritório, leia seus livros e aprenda tudo o que conseguir sobre esse mestre.

Estamos fazendo o mesmo.

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