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Tips! Concurso para estudantes de arquitetura CBCA

Aqui vai uma excelente dica para os estudantes de arquitetura!

É o 5º CBCA!

Concurso Nacional de arquitetura voltado totalmente para a Construção em Aço que está em sua 5º edição.

A boa é que além de todos os prêmios que o(s) vencedor(es) leva(m), o 1º lugar representa o Brasil no concurso Sul-Americano.

Se interessou? Dá uma olhada no site oficial do concurso e informe-se, inscreva-se, projete e vença.

Boa sorte a todos!

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Tips! Movimento HotSpot

Confia na tua criatividade? Tem a manha nas áreas de arquitetura, beleza, cenografia, design, design gráfico, filme e vídeo, fotografia, ilustração, moda ou música?

Pois bem, estão prorrogadas até dia 31 de agosto as inscrições para o Movimento HotSpot (MHS), concurso nacional que premia as mais diversas vertentes da criatividade e inovação.

Para participar você tem que criar um perfil na página do projeto, onde você terá a possibilidade de divulgar seu trabalho. Os prêmios são bem tentadores: R$10 000 para a melhor idéia de cada categoria, R$10 000 para cada uma das 3 melhores idéias do concurso geral, R$150 000 para o melhor designer de moda e mostrar seu trabalho no próximo FASHION RIO ou SPFW e R$200 000 na melhor ideia que se tornar uma realidade de mercado!

Para se inscrever acesse aqui e acompanhe aqui o cronograma, descrição das categorias e outras informações!

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EcoDesgin#1 Bambu, a madeira do futuro!

Há algum tempo, sempre que penso em maneiras melhores, mais sustentáveis e viáveis do ponto de vista arquitetônico, sustentável, construtivo e do conforto ambiental, me pego pensando em técnicas dos povos antigos. Deve ser um reflexo da vivência no TIBÁ e de como essas antigas técnicas oferecem soluções totalmente viáveis e de qualidade.

E se tem uma que se destaca é o Bambu.

Considerada a madeira do futuro, nas ultimas décadas passou por diversos estudos e ensaios em laboratórios que comprovaram sua qualidade enquanto material de construção. Testes recentes comprovam, por exemplo, que lajes mais simples, utilizando o bambu gigante (dendrocalamus giganteus) como armadura ao invés de barras de ferro de 8mm apresenta igual desempenho! A redução de custo em uma obra pode chegar em até 50% dependendo de como o bambu é utilizado.

O danado está pronto para corte depois de 3 a 5 anos de plantio, cresce cerca de 30cm por dia e se adéqua a praticamente qualquer ambiente! Tendo em vista facilidades de plantio e cultivo, a rapidez na sua extração, o excelente desempenho enquanto material de construção e sua versatilidade, não é a toa que é utilizado a mais de 5000 anos!

Chamar de “sustentável” ainda é pouco, pois talvez o aumento do plantio e sua maior utilização se torne necessária em breve. A conta é simples: para cada tonelada de aço produzido é liberado em média 2 toneladas de CO2 na atmosfera, enquanto cada hectare de bambu plantado absorve essas mesmas 2 toneladas de CO2.

O legal que sua utilização não se resume a construção civil ou arquitetura. O bambu pode ainda ser utilizado na confecção de móveis,

utensílios domésticos, brinquedos, etc. Pode substituir quase quaisquer outras madeiras por ele. Isso por que ainda existe a possibilidade de se utiliza-lo fora de sua forma natural,  em forma de chapas prensadas, folhas de revestimento, tramas de fibra, etc. Nessas formas ele perde a referência visual de sua identificação e fica igual a qualquer outra madeira.

Se depois de tudo isso você ainda está se questionando: “Pô, mas então para ser sustentável e ecologicamente correto minha casa tem que ficar com cara de bangalô?”

Separamos alguns projetos abaixo para você dar uma conferida. Então que fique claro: bons arquitetos + excelentes idéias + bambu + abrir um pouco a cabeça para o futuro = bom samba!

Houseboat on the Eilbekkanal by Rost Niderehe Architects

Weekend Pavilion by Architecture Paradigm in Bangalore, India

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TIPS! Concursos de Arquitetura

Após alguns dias sem atualizar o blog, estamos voltando à ativa com força total.

Neste post, falaremos um pouco sobre uma alternativa algumas vezes pouco conhecida pelos arquitetos, sendo assim até uma dica.

Os CONCURSOS DE ARQUITETURA!

Já cheguei a ouvir de alguns arquitetos que é praticamente impossível você fazer uma boa arquitetura, pois tem que cumprir exigências do seu cliente. Que os arquitetos ou projetam para alguém, ou projetam por si próprios edificações para depois vende-las (precisando então trabalhar com projetos “que tenham mercado”), ou trabalham para o poder público.

Papo de arquiteto frustrado e desinformado.

Participando e vencendo concursos de arquitetura, você tem a chance de ser contratado para executar e implantar um projeto puramente seu. Além da grande visibilidade que ganhará o seu nome ou do seu escritório.

Hoje, alguns grandes nomes de Arquitetos ou Escritórios de Arquitetura ganharam seus nomes através de participações e prêmios em concursos, como o UNA Arquitetos, Grupo SP, Estúdio América, entre outros.

Bom, a dica era essa. Fique atento aos concursos de arquitetura, e melhor, participe de todos que puder!

Estaremos sempre informando sobre alguns aqui no blog, mas vamos recomendar o site Concursos de Projeto para os interessados.

Muito Obrigado!

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Emscher Park – Alemanha

Vamos ver um pouco de um projeto da Alemanha que serve como exemplo/referencia para qualquer país ao redor do planeta. É a Revitalização Ambiental do Emscher Park.

Uma das regiões mais poluídas e ambientalmente devastadas do mundo, o distrito de Ruhr renasceu. Com a “Exposição Internacional de Construção (IBA) em Emscher Park” iniciado em 1989, os marcos industriais da área de intervenção foram transformados para atender a novos usos de lazer e ainda preservar a rica história da região. A remodelação deu à região uma imagem mais verde, criou uma comunidade mais coesa e mantida à identidade da área.

A região do Ruhr, foi o centro das indústrias de aço e carvão. Nos últimos 30 anos, essas indústrias pesadas foram maciçamente reestruturadas, causando o abandono de seus edifícios e de muitas operações de mineração de carvão em toda a região. Consequentemente, no Ruhr, surgiu um legado de desemprego elevado e as cicatrizes de contaminação ambiental, como as antigas industriais e galpões que marcavam a tipologia da área.

Diante deste abandono e decadência, o Governo da região criou um plano de desenvolvimento regional intitulada “Exposição Internacional de Construção (IBA) em Emscher Park” em 1989. Ao longo de um período de 10 anos, o IBA  serviu para incentivar a revitalização ecológica, econômica e urbana do Vale do Ruhr e do Rio Emscher através de várias parcerias. Especificamente, os dois principais objetivos do IBA eram dar à região uma imagem mais verde e dar vida às antigas industrias tradicionais.

Depois do projeto IBA, em 1999 aparece um plano sucessor para promover a revitalização, chamada “Projeto Ruhr”,  assumiu assim a tarefa de gestão. Atualmente o projeto está em sua fase final, concentrando-se na limpeza do rio Emscher. Se tudo correr conforme o planejado, esta série estará completa em 2014.

Uma visão crucial para a reconstrução foi o Parque Paisagístico Emscher, que atuaria como um “conector verde” entre os assentamentos do Vale do Ruhr, seguindo o caminho do rio Emscher e utilizando as áreas abandonadas ao longo industrial como uma forma única de espaços verdes.

Além de conectar as 17 cidades localizadas ao longo do vale do rio, este novo corredor leste-oeste une diversas cidades, mas expandindo alguns cinturões verdes no sentido norte-sul.

O parque é composto de campos arbóreos regenerados, florestas recuperadas, áreas de lazer existentes e que, juntos, oferecem um conjunto coeso de infra-estrutura verde para toda a região. Os projetos específicos criaram o sistema de parque, variando entre o desenvolvimento de grandes áreas de terras de plantio e desenvolvimento imobiliario.

Hoje, o distrito de Ruhr-Emscher é envolto por uma bela cortina verde que ocasionalmente inclui um marco histórico industrial em pé e presente, rodeado por árvores.

O masterplan para a região especificamente orienta o uso das instalações industriais abandonadas, de modo a melhorar a qualidade das áreas subdesenvolvidas em torno delas e movimentar a econômia, fazendo uso da infra-estrutura existente.

Um dos galpões mais conhecidos era o da industria da Coca-Cola, que hoje abriga em suas estruturas maciças, uma coleção de arte, cultura, habitação, comércio e escritórios. Concertos e shows também acontecem nos quadros de aço das antigas fábricas.

Áreas verdes de lazer completas, com trilhas para caminhadas e paredes de escalada, foram esculpidas a partir das colinas antigas de estacas de carvão. Caminhos através de clareiras das árvores que ligam os diversos componentes diferentes do parque seguem as estradas antigas industriais e linhas ferroviárias.

Ta aí um belo projeto para termos como referência. Toda cidade tem aquela área mais depredada e esquecida, que nada mais é que um lugar cheio de potencial para receber uma bela ideia.

Entrem no site do escritório de arquitetura que criou o projeto e inspirem-se.

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TIPS! Aprenda a projetar uma lareira

E a lição é muito simples: Quanto mais externa, melhor!

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estúdio de criação?

O que seria um Estúdio de Criação? O que exatamente vocês criam? Com o que trabalham?

Essa é uma definição um pouco difícil para nós, e acho que a melhor maneira de responder é dizendo o que nós gostamos de criar.

E a resposta seria Absolutamente Tudo.

Um Estúdio de Criação é um lugar onde transformamos uma vontade em uma idéia e essa ideia em produto, seja ele estático ou dinâmico, virtual ou tocável, pequeno ou grande e etc.

Nosso trabalho é viver e conviver com a criatividade. Trabalhar com o desafio de direcionar a criação para qualquer forma de necessidade.

Gerar imagens de divulgação, publicidade, objetos, edifícios arquitetônicos, interiores, vídeos, espaços, ambientes,  filmes, músicas, idéias, textos e tudo o que precisa do lado direito do cérebro para passar a existir.

/Arte/Literatura/Ilustração/Desenhos/Design/Arquitetura/Cinema/Pintura/Música/Criação/

Tudo isso e mais um pouco, e nada disso e um pouco menos.

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INSPIRAÇÃO #13 – Postos de Gasolina

Posto de gasolina é tudo igual, certo?

Cobertura em aço com um logotipo enorme.

Vejamos…

Gas Station / Atelier SAD © Tomáš Souček

Diamond Gas Station, ca 1950s, location unknown Diamond Gas Station, ca 1950s, location unknown © Pedro E. Guerrero, Courtesy Edward Cella Art+Architecture

Gazoline Petrol Station / Damilano Studio Architects © Andrea Martiradonna

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6_Office dA Gas Station 2 © Jesse Ganes

7_Office dA Gas Station Brandon Baunach

Se fosse tudo igual não estaria na Inspiração da IMG.

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GRANDES ARTISTAS #4 – RENZO PIANO

Italiano nascido em Genoa, em 1937, Renzo Piano é um arquiteto que foge das formas primárias, varia sua volumetria e serve-se de materiais diferentes, adeptos ao termo High-Tech.

Iniciou sua carreira de forma um pouco diferente ao convencional da atualidade: dos canteiros de obra para o escritório. Passou seus primeiros seis anos profissionais na arquitetura pesquisando em campo sobre as estruturas e os materiais. Diz que sua ligação com o construir foi o que o levou à arquitetura, e não o contrário.

Considera que em sua vida teve vários mestres, como os arquitetos para quem trabalhou, alguns dos quais trabalhou em parceria, alguns de seus professores de arquitetura e até mesmo alguns de seus amigos músicos, escritores e pintores. Em seus livros cita os nomes de Louis Kahn,  Jean Prouvé, Marco Zanuso e destaca Franco Albini.

Espaço Liturgico para o Padre Pio – San Giovanni Rotondo, Itália

Piano diz não conseguir definir o que é um arquiteto, ou mesmo o que é a arquitetura, apenas mantém a ideia que a arquitetura é algo formado e sustentado por três elementos: Sociedade, Ciência e Arte. Afirma que a sociedade e suas necessidades é que dão sentido ao projeto arquitetônico; a ciência se relaciona à busca pelo novo, à coragem e curiosidade que a arquitetura exige, e à possibilidade de execução do que é imaginado; a arte liga-se à criatividade, ao uso da matéria, espaço, luz, dimensões e escalas para gerar emoções e sentimentos.

Renzo Piano levanta uma questão pouco discutida, mas extremamente importante. Afirma que a arquitetura é uma arte perigosa, por ser imposta. Uma arquitetura ruim não nos dá a escolha de convivermos ou não com ela. Nossas cidades não nos oferece a opção de vivenciar ou não uma arquitetura sem qualidade. Ou de ver ou não a plastica completamente repensável dos prédios e empreendimentos das grandes incorporadoras. Uma música ruim por exemplo, você pode escolher se vai escutar ou não. Podemos simplesmente não assistir um filme de mal gosto. Mas uma arquitetura imposta é algo muitas vezes perpétua.

Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou

Como arquiteto, o artista venceu importantes concursos e recebeu diversas premiações. Dois de maiores destaques foram o Prêmio Kyoto (equivalente japonês ao Prêmio Nobel concedido) em 1990 na categoria Arte e o Prêmio Pritzker (equivalente ao Nobel ou Oscar da arquitetura) em 1998.

Sua obra de maior destaque é o Centro Georges Pompidou, resultado de um concurso internacional de 1971 que venceu. O projeto localiza-se no centro de Paris, e sua principal característica é a exposição externa de sua estrutura e dos dutos das instalações. A sensação de ideia de máquina e tecnologia que o edifício passa é extremamente forte, mesmo com todos os componentes montados artesanalmente.

Centro Georges Pompidou

A praça em frente é hoje um dos lugares mais animados de Paris, onde apresentam-se artistas de rua e exposições a céu aberto, visitadas diariamente por cerca de 25 mil pessoas. Serve também para criar a relação do edifício e o contexto.

Gostou? Se interessou? Pesquise mais sobre Renzo Piano na internet, entre no site do seu escritório, leia seus livros e aprenda tudo o que conseguir sobre esse mestre.

Estamos fazendo o mesmo.

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Grandes Artistas #1 – Bjarke Ingels

Nossa paixão por arquitetura aqui no estúdio é mais que conhecida. Também nosso hábito de questionar tudo o que aprendemos, conhecemos e vemos por aí. Uma das grandes críticas minha e do Rafa é em relação ao ensino da arquitetura. Enquanto o mercado exige um modelo genérico e sem qualidade, nas escolas brasileiras enfiam garganta a baixo uma utopia moderna, hoje desprovida de ideologia que acaba tendo um caráter meramente estético!

Quando conhecemos o trabalho desse mestre com cara de moleque aí do lado tivemos a oportunidade de repensar o que estávamos fazendo e o que queríamos para nós mesmos enquanto profissionais.

Bjarke Ingels é um arquiteto dinamarquês nos seus 37 anos, uma criança se comparado a outros grandes arquitetos! Estudou arquitetura na Royal Academy em Copenhague e na Escuela Superior de Arquitectura de Barcelona. Trabalhou com grandes feras do cenário internacional como Enric Miralles, mas creio que sua verdadeira história começa no OMA, junto com nada menos que Rem Koolhaas.

Hoje comanda o escritório BIG (Bjarke Ingels Group; que felicidade na escolha do nome heim?) com diversos projetos premiados como o conjunto multifuncional 8 House e o edifício habitacional Montain Dwellings.

O que mais me chama atenção em Bjarke são suas idéias nada convencionais (porém fantásticas e carregadas de sentido) sobre desenvolvimento da cidade, educação, sustentabilidade, espaço público e sobre a própria concepção de seus projetos. Bjarke também é realista em suas análises do meio, enquanto propõe coisas inusitadas, o trabalho é realista: explora as leis de mercado, propõe formas que ultrapassam as definições convencionais de público e privado e busca conexões diretas entre os usos, qualidades e potencialidades dos edifícios em algo que chama de “sustentabilidade hedonista”: sustentabilidade a fim de melhorar a qualidade de vida dos usuários. Tudo isso constitui um pensamento chamado por ele de “Think Big” e o que deu origem ao seu manifesto arquitetônico, “Yes is More!”

Acreditamos que o trabalho de Bjarke e do BIG deveriam servir de parâmetro para estudantes de arquitetura e profissionais da área. Novas idéias e postura crítica com o pé no chão!


Curtiu? Então confere aí o trabalho desse grande mestre e de seu escritório na página oficial do cara BIG

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