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A Nona Arte!

Contar uma história por meio de desenhos sequenciais.

Essa poderia ser a mais simplista das definições para as histórias em quadrinhos. Mas acho que devemos atrelar a criação das histórias em quadrinhos ao surgimento da mídia impressa, pois senão teríamos os antigos registros pictóricos das paredes das cavernas medievais ou até mesmo os antigos hieroglifos egípcios como uma forma de história em quadrinhos.

Na verdade, convém-se datar o surgimento dos quadrinhos a partir das sátiras políticas publicadas nos jornais norte americanos, daí o nome “comics” – ou “cômico.

O que realmente importa é que essa forma inusitada de contar histórias vingou e serviu para construir personagens de nossa infância ou nos tornar colecionadores aficionados agora quando adultos. Evoluíram dos jornais para impressos próprios, das sátiras políticas para histórias complexas, de “comics” para “graphic novels”.

Mas por que é chamada de 9ª arte?

Bem Ricciotto Canudo, italiano arretado e crítico de cinema durante o modernismo, organizou as artes vigentes na seguinte ordem:

1ª Arte – Música (som)

2ª Arte – Dança/Coreografia (movimento)

3ª Arte – Pintura (cor)

4ª Arte – Escultura (volume)

5ª Arte – Teatro (representação)

6ª Arte – Literatura (palavra)

7ª Arte – Cinema (integra os elementos das artes anteriores)

A partir de então, com o surgimento da fotografia, dos quadrinhos, games e novos formatos de arte digital, a galera continuou a classificar as artes e surgiram as seguintes:

8ª Arte – Fotografia (imagem)

9ª Arte – Quadrinhos (cor, palavra, imagem)

10ª Arte – Jogos de Computador e de Vídeo (no mínimo integra as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 9ª arte)

11ª Arte – Arte digital (integra artes gráficas computorizadas 2D, 3D e programação)

Há quem não concorde com a classificação, ou quem mudaria as ordens da listagem, mas o fato é que os quadrinhos se estabeleceram como arte e cultura pop, se mostrando como uma linguagem específica usada não só em mídia de entretenimento, mas também em mídias educativas e informativas.

Seja Turma da Mônica ou Homem-Aranha, seja editoras famosas como a Marvel ou mais desconhecidas aos não-amantes da arte como a Vertigo, hoje a indústria dos quadrinhos movimenta um bocado de grana todo ano, ultrapassando o papel e adentrando diversos outros mercados. Com as mídias digitais, a internet e a facilidade que aumenta dia-a-dia de se produzir de forma independente o que quer que seja sua vontade, novas fronteiras se abrem para quem tem vontade de sair do convencional e conhecer os mais diversos tipos de HQ´s.

Essa semana o blog vai abraçar essa ideia e trazer para você grandes nomes  do mundo dos comics, jovens artistas que já carregam milhares de admiradores mundo afora, dicas sobre os melhores sites e lojas on-line sobre o assunto, a relação dos quadrinhos com o resto do mundo do design, curiosidades e muito mais!

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Grandes Artistas #5 – Alan Moore

Muitas vezes é difícil escolher e apontar a pessoa que é o melhor em alguma coisa.

O melhor cineasta? O melhor arquiteto? O melhor ilustrador? Essas escolhas dependem muito do gosto pessoal de cada um, não?

Mas parece haver um consenso pelos aficionados por quadrinhos de que Alan Moore é a excelência da área (abro um parênteses para as obras de Frank Miller e Neil Gaiman, pois pessoalmente considero estes dois, junto com Moore, os panteões dos quadrinhos).

V de Vingança

Logicamente, alguém que escreve V de Vingança, Watchmen e A Liga Extraordinária não podeira ser normal. Inglês de Northampton, nascido em 1953, veio de família pobre e chegou a ser expulso do colégio aos 17 anos pelo uso de drogas.

Fazendo um bico aqui e outro ali, começou a publicar seus trabalhos em fanzines e revistas pouco conhecidas da inglaterra.

Em 79 começou a trabalhar para o jornal local Northants Post, escrevendo e desenhando semanalmente a tira Maxwell The Magic Cat, uma espécie de anti-garfield.

Nos anos 80 se une à revista 2000AD, considerada uma das melhores revistas sobre quadrinhos da inglaterra. De lá saía, por exemplo, a série Judge Dredd.

Em 82, junto com a revista Warrior, Moore, agora com liberdade criativa, mostrou o que viria ser uma obra prima: V de Vingança! A partir daí invadiu o mundo norte-americano dos quadrinhos, escrevendo Monstro do Pântano pela DC Comics, Constantine pela Vertigo e outras obras de renome, como From Hell, WatchmenA Liga Extraordinária, séries especiais para o Cavaleiro das Trevas e Superman.

Se existe um divisor de águas no mundo dos quadrinhos, esse é Alan Moore. Histórias adultas, direcionadas às realidades da época, traziam em cada um de seus roteiros características e qualidades específicas, sempre com o tom sombrio e violento, repleto de anti-heróis.

A obra de Moore merece um lugar especial na estante de qualquer um que se considere fã de quadrinhos, histórias e criatividade .

Monstro do Pântano

Piada Mortal

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