GRANDES ARTISTAS #4 – RENZO PIANO

Italiano nascido em Genoa, em 1937, Renzo Piano é um arquiteto que foge das formas primárias, varia sua volumetria e serve-se de materiais diferentes, adeptos ao termo High-Tech.

Iniciou sua carreira de forma um pouco diferente ao convencional da atualidade: dos canteiros de obra para o escritório. Passou seus primeiros seis anos profissionais na arquitetura pesquisando em campo sobre as estruturas e os materiais. Diz que sua ligação com o construir foi o que o levou à arquitetura, e não o contrário.

Considera que em sua vida teve vários mestres, como os arquitetos para quem trabalhou, alguns dos quais trabalhou em parceria, alguns de seus professores de arquitetura e até mesmo alguns de seus amigos músicos, escritores e pintores. Em seus livros cita os nomes de Louis Kahn,  Jean Prouvé, Marco Zanuso e destaca Franco Albini.

Espaço Liturgico para o Padre Pio – San Giovanni Rotondo, Itália

Piano diz não conseguir definir o que é um arquiteto, ou mesmo o que é a arquitetura, apenas mantém a ideia que a arquitetura é algo formado e sustentado por três elementos: Sociedade, Ciência e Arte. Afirma que a sociedade e suas necessidades é que dão sentido ao projeto arquitetônico; a ciência se relaciona à busca pelo novo, à coragem e curiosidade que a arquitetura exige, e à possibilidade de execução do que é imaginado; a arte liga-se à criatividade, ao uso da matéria, espaço, luz, dimensões e escalas para gerar emoções e sentimentos.

Renzo Piano levanta uma questão pouco discutida, mas extremamente importante. Afirma que a arquitetura é uma arte perigosa, por ser imposta. Uma arquitetura ruim não nos dá a escolha de convivermos ou não com ela. Nossas cidades não nos oferece a opção de vivenciar ou não uma arquitetura sem qualidade. Ou de ver ou não a plastica completamente repensável dos prédios e empreendimentos das grandes incorporadoras. Uma música ruim por exemplo, você pode escolher se vai escutar ou não. Podemos simplesmente não assistir um filme de mal gosto. Mas uma arquitetura imposta é algo muitas vezes perpétua.

Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou

Como arquiteto, o artista venceu importantes concursos e recebeu diversas premiações. Dois de maiores destaques foram o Prêmio Kyoto (equivalente japonês ao Prêmio Nobel concedido) em 1990 na categoria Arte e o Prêmio Pritzker (equivalente ao Nobel ou Oscar da arquitetura) em 1998.

Sua obra de maior destaque é o Centro Georges Pompidou, resultado de um concurso internacional de 1971 que venceu. O projeto localiza-se no centro de Paris, e sua principal característica é a exposição externa de sua estrutura e dos dutos das instalações. A sensação de ideia de máquina e tecnologia que o edifício passa é extremamente forte, mesmo com todos os componentes montados artesanalmente.

Centro Georges Pompidou

A praça em frente é hoje um dos lugares mais animados de Paris, onde apresentam-se artistas de rua e exposições a céu aberto, visitadas diariamente por cerca de 25 mil pessoas. Serve também para criar a relação do edifício e o contexto.

Gostou? Se interessou? Pesquise mais sobre Renzo Piano na internet, entre no site do seu escritório, leia seus livros e aprenda tudo o que conseguir sobre esse mestre.

Estamos fazendo o mesmo.

Anúncios
Etiquetado , , , , , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: