Ferramentas do design digital #1 – Mesas digitalizadoras

Mesas digitalizadoras (ou simplesmente tables/pen tablets como são conhecidas por designer e ilustradores) , hoje quase que obrigatórias para a produção gráfica digital, não são nada recentes.

Em 57 surgiu a primeira table, e por volta de 70 começaram a ganhar espaço no mercado, como acessório para o famoso Apple II.

Mas o que vem a ser uma mesa digitalizadora? De uma forma simplificada, é um dispositivo formado por uma caneta e uma pequena base sensível ao toque dessa caneta. Dessa forma, a base “capta” os movimentos da caneta, transformando o seu ato gestual de desenho em diversos formatos digitais.

É bom lembrar que existem muitos tipos de tecnologias aplicadas aos tablets hoje em dia, mas nos ateremos às mesas ditas “passivas”, mais comuns e presentes no mercado.

Para que público as mesas digitalizadoras são direcionadas?

Designers gráficos, ilustradores, animadores, pintores e artistas digitais, arquitetos, em fim, qualquer profissional que se utilize de mídia gráfica como meio de produção.
Obviamente, entusiastas e pessoas que levam a arte como hobby devem ao menos uma vez experimentar desenhar em um tablet com um software gráfico adequado.

Outro utilização comum é por palestrantes dinâmicos. Utilizar o dispositivo para explicar e exemplificar durante apresentações é algo extremamente produtivo.

Quais as marcas disponíveis no mercado?

As maiores no Brasil são Genius, Trust e Wacom, e de cara digo que a Wacom ganha disparado. Mesmo que para amadores e entusiastas, mais vale de cara se jogar na série Bamboo da Wacom do que comprar uma Genius. A marca tem qualidade e tradição na área, maior número de periféricos e adicionais (como por exemplo canetas-aerógrafos) e uma assistência técnica de ponta.

Quanto custa?

O modelo mais simples da Wacom, o Bamboo Connect sai por R$230,00. Passando por modelos intermediários de R$600, chegamos à série Intuous5, destinada a profissionais já familiazados com tablets,  e que podem custar até R$2000,00. O crème de la crème fica por conta do Wacom Cintiq, um monitor-tablet aonde você desenha diretamente em cima da imagem digitalizada e produzida. Esse sai por bons R$7000,00.

O que devo saber antes de comprar?

O que diferencia os diversos modelos de tablets passivos são:

-Quantidade de pontos de pressão, ou seja, o quão sensível ao toque o tablet é. Varia hoje entre 1024 a 2048 níveis sensíveis ao toque;
-Tamanho da área útil de desenho, podendo ela chegar até 24pol em um Cintiq;

-Outras funcionalidades como wireless, comandos laterais e disponibilidade de periféricos como pens diferenciadas, borrachas digitais, etc.

Mesmo que seja uma facilidade, acelere o processo de produção e traga uma série de atrativos, vale lembrar que o tablet de maneira alguma substitui o lápis e o papel. Acreditamos que deve ser utilizado como ferramenta de trabalho, mas que nada consegue substituir o processo de criação, o feeling e o prazer de se desenhar de maneira tradicional.


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Um pensamento sobre “Ferramentas do design digital #1 – Mesas digitalizadoras

  1. […] já falamos de mesas digitalizadoras e gaming keyboards como dicas e opções de ferramentas para se utilizar no design digital. Mas […]

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