Grandes Artistas #2 – Woody Allen

“A vantagem de ser inteligente é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto o contrario é completamente impossível”

Woody Allen (nome artístico de Allan Stewart Königsberg) começou como comediante. Nascido em 35, aos 15 anos já escrevia para jornais e para o rádio. Começou escrevendo para o cinema para só alguns anos depois atuar como diretor.

E de lá para cá atuou, roteirizou, dirigiu e produziu mais de 40 filmes, dos quais (mesmo ainda não tendo visto todos) não consigo achar um só ruim.

O que realmente me chama atenção nos seus filmes é a maneira crua, quase esdrúxula com que ele constrói os seus personagens. Pessoas comuns do cotidiano, com todas suas manias, inseguranças, vontades e neuroses são apresentadas com uma simplicidade e personalidades que, mesmo sendo esterótipos do dia a dia, as tornam únicas enquanto caracteres do filme.

Junte isso a recortes precisos (e de certa forma críticos) da sociedade de cada momento em que são feito seus filmes, figurinos marcantes, fotografia que corresponde a construção de seus personagens (simples, minimalistas e com estilo); trilhas sonoras impecáveis e pitadas de humor negro e pronto, está feito o trabalho atemporal desse grande cineasta.

Meu filme preferido dele? Tenho que dividir em dois na realidade:

Dos mais antigos, “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, clássico da década de 70, considerado o melhor filme de 78, é basicamente um filme sobre relacionamentos que não dão certo. Mas quando se faz isso com a simplicidade de diálogos do dia a dia, daqueles que você faz com você mesmo sabe? Mas Allen como ator conversa diretamente com o espectador, como se fossemos seu desencargo de consciência. Humor sarcástico, simples e direto!

Dos mais atuais fico com “Vicky Cristina Barcelona”. Amor, em suas diversas facetas e possibilidades é o tema aqui. E sexo obviamente. Allen sintetiza em 2 mulheres as principais vertentes desse sentimento: Vicky como estabilidade racional e Cristina como aventura sentimental. A trama se desenrola, outros personagens aparecem como complemento e a fotografia traduz formalmente as aproximações entre eles. E ainda conta com Javier Bardem, um dos meus atores favoritos.

O Rafa ganhou recentemente da namorada um box contendo uma seleção de filmes desse fantástico diretor. Então essas referências todas estão a flor da pele no momento aqui no estúdio!

Boa sessão cinéfila a todos!

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